Como aparecer no Google Maps com um negócio local

O passo a passo do Google Business Profile, sem jargão e sem promessas de primeiro lugar.

Há pessoas a procurar por serviços na sua zona todos os dias. O Google Business Profile é gratuito, demora uma tarde a configurar e é o que decide se o negócio aparece nessas pesquisas — ou se aparece o concorrente da rua de cima.

Primeiro: o perfil já pode existir

O Google cria fichas automaticamente a partir de informação que recolhe. Antes de criar uma nova, vale a pena procurar pelo nome do negócio no Google Maps. Se já lá estiver, o que é preciso é reclamar a ficha, não criar outra — duas fichas para o mesmo negócio prejudicam ambas.

A reclamação faz-se em google.com/business, e a validação costuma ser por carta postal com um código, por telefone ou por vídeo.

A categoria é a decisão mais importante

É o que determina em que pesquisas o negócio pode aparecer, e muita gente escolhe à pressa. “Designer gráfico”, “Agência de publicidade” e “Serviço de design de websites” trazem resultados diferentes.

Escolha a principal com cuidado — é a que mais pesa — e acrescente duas ou três secundárias que descrevam mesmo o que se faz.

Preencher tudo, mesmo o que parece dispensável

  • Nome exato do negócio, sem acrescentar palavras-chave. O Google penaliza isso.
  • Área servida, se receber clientes em vez de os visitar, ou se trabalhar à distância.
  • Horário, incluindo feriados. Aparecer como “fechado” quando se está aberto custa contactos.
  • Telefone e website, com o endereço correto e em https.
  • Descrição, 750 caracteres para explicar o que se faz e para quem.
  • Serviços, listados um a um, com descrição própria.

As fotografias contam mais do que se pensa

Perfis com fotografias recebem substancialmente mais cliques do que perfis sem elas. Não precisam de ser perfeitas — precisam de ser reais e de mostrar o que a pessoa vai encontrar.

Acrescentar duas ou três por mês mantém o perfil ativo, e a atividade recente conta.

Um perfil parado parece um negócio parado.

Avaliações: o fator que mais move

É a parte que dá mais trabalho e a que tem mais impacto. Alguns princípios que ajudam:

Pedir na altura certa. Logo a seguir a um trabalho entregue, quando a satisfação está fresca.

Facilitar. O Google gera um link direto para avaliar. Enviar esse link poupa três passos a quem está a fazer um favor.

Responder a todas. Às boas e às más. Uma resposta calma a uma avaliação negativa transmite mais confiança do que dez avaliações de cinco estrelas seguidas.

Nunca comprar avaliações. O Google deteta, e a penalização é pior do que não ter nenhuma.

Publicações: a função que quase ninguém usa

O perfil permite publicar como uma rede social — novidades, trabalhos, artigos. Aparecem na ficha e sinalizam ao Google que o negócio está ativo.

Não precisa de ser frequente. Uma ou duas por mês chegam, e podem ser a mesma coisa que já se publica noutro sítio.

Por onde começar, se for pouco tempo

Categoria correta, horário certo, cinco fotografias reais e três avaliações. Isso sozinho põe a maioria dos negócios locais à frente da concorrência, porque quase ninguém trata disto.

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